25 agosto 2017

CAPELA DA MADRE DE DEUS


















Situada no lugar da Zibreira (União das freguesias de Carvoeira e Carmões), este é um "pequeno mas precioso templo do final do século XVIII, que primitavemente pertenceu a uma quinta. Na fachada abre-se uma galilé de três arcos, abatido o do centro, com silhar de azulejos simples da época e porta de recorte caprichoso. Mas é o interior, pela unidade e graça do seu conjunto decorativo, que torna esta capela um raro padrão do gosto da época de D. Maria I. Na verdade, os silhares de perfeitos azulejos policromos, em que domina o amarelo sobre o branco, produzem o melhor efeito ornamental com os seus festões floridos e medalhões". (in: Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa - Torres Vedras, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Junta Distrital de Lisboa, 1963)

Esta pequena jóia do nosso Património edificado está a precisar de algumas obras de manutenção e restauro. A esse propósito se lançaram algumas pessoas que amam o seu Património local e de que se destacam o Sr. Georges Steyt (cidadão de nacionalidade belga mas radicado há muitos anos em Portugal, com casa em S. Domingos de Carmões) e a senhoras D. Fátima e Maria de Lurdes, zeladoras da capela.


Com eles visitámos a capela e tirámos as fotos:







Os esforços destes cidadãos, apoiados pela Junta de Freguesia, já deram resultados palpáveis. Os Serviços Técnicos da Câmara Municipal de Torres Vedras observaram atentamente a capela da Zibreira e elaboraram um relatório técnico, base indispensável ao passo seguinte que foi o pedido de orçamentos para as obras.

Transcrevemos este documento que nos permite compreender melhor a necessidade de intervenção:

Capela da Madre de Deus, Zibreira, Carvoeira.

Pequeno templo de nave única, com galilé. A capela apresenta retábulo em talha dourada e policroma, silhares azulejares e pintura sobre estuque, num todo estético harmonioso e de interesse artístico. Todo o conjunto decorativo terá sido realizado entre meados do séc. XVIII e os inícios do séc. XIX.

Edifício
A capela apresenta fachada rematada por frontão triangular, três vãos de acesso à galilé com as correspondentes janelas ao nível da tribuna e duas pequenas sineiras; é ladeada pela sacristia, com a qual comunica e por onde se tem acesso ao púlpito e à tribuna sobre a galilé e por arrecadação, com a qual não há comunicação pelo interior.

Estado de Conservação
Da observação do edifício percebem-se infiltrações de águas pela cobertura, na zona da tribuna e algumas fendas estruturais na zona da capela- mor, presentes nas paredes laterais e na parede fundeira, por detrás do altar-mor.
Aparentemente não haverá necessidade de reforço estrutural no imóvel, não obstante a necessidade de observação cuidadosa da cobertura, caleiras e/ou algerozes existentes poder concluir o contrário. A limpeza dos elementos de escoamento das águas pluviais caídas na cobertura deverão ser limpos, reforçados se for caso disso e substituídos se for necessário.
Só após esta vistoria de desconformidades será possível intervir interiormente na reabilitação de paredes e tectos. 

Talha
O altar- mor, em talha dourada e policroma, sugere ser uma obra de transição, da segunda metade do séc. XVIII, ainda com apontamentos “rocaille”. Apresenta frontão curvo interrompido, sobre entablamento marmoreado que se prolonga pelas paredes laterais da capela, sustentado por colunas marmoreadas com capitéis compósitos dourados. Ao centro, o trono ostenta maquineta dourada onde figura a imagem da Madre de Deus. As superfícies marmoreadas contrastam e são delicadamente rematadas pelos ornatos dourados presentes no coroamento, nichos, maquineta, predela etc.

Estado de Conservação
O retábulo apresenta, em termos gerais, bom estado de conservação. Estruturalmente percebem-se alguns elementos em desconexão, ao nível do entablamento, ou nas tábuas que compõem os painéis marmoreados. A estrutura percebida pelo tardoz, apesar de sinais de ataque por insecto xilófago, apresenta-se sólida. Qualquer tratamento de conservação e restauro terá certamente que contemplar a desinfestação dos madeiramentos e eventuais reforços estruturais que se comprovem necessários, contudo será de preservar ao máximo a materialidade e a técnica presentes, evitando desmontes desnecessários ou intrusão de elementos não condicentes com a obra original.
 A policromia e folha de ouro apresentam alguns pontos de destacamento e desgaste assim como sujidade superficial, sendo de notar o desgaste do ouro nos ornatos das mísulas que sustentam as imagens. Será pois necessário ao nível da conservação, a fixação de policromias e folha metálica, na extensão que posterior avaliação considere necessária. É requerida especial atenção a técnicas de integração cromática que se proponham mimetizar os marmoreados e ouro originais, com técnicas do âmbito da produção artística, pelo que tudo o que ultrapasse o uso de aguarelas em integrações cromáticas diferenciadas poderá ser ruinoso para a obra.

Azulejaria
A azulejaria da nave, ao gosto da época de D. Maria I, é composta de silhares ornamentados de grinaldas floridas, medalhões e rostos alados de anjos, enquadrados em molduras ao gosto clássico sobre rodapé decorado com enrolamentos acânticos. Predominam os tons amarelos sobre o branco, numa paleta de azuis, verdes e castanhos vinosos. 
A capela-mor também apresenta silhares de azulejos, de decoração simplificada e emoldurado fino, em paleta de cores muito semelhante aos da nave.
A azulejaria, apresenta bom estado de conservação, não requerendo à data, cuidados urgentes de conservação.
Pintura decorativa sobre estuque.
As paredes e tecto da capela-mor completam o conjunto decorativo, com pintura ornamental sobre estuque, já ao gosto do séc. XIX, de finas molduras de feição geométrica, conjugadas com elementos vegetais curvilíneos.

Estado de Conservação
De todo o conjunto artístico da capela, a pintura sobre estuque, é o elemento que mais problemas de conservação apresenta. São visíveis sujidades generalizadas, colonização biológica por fungos e bolores, fissuras de vários graus e dimensões, áreas de bolsas em iminente destacamento, e, lacunas, em especial nas proximidades das janelas e do retábulo.
A estabilização dos estuques é urgente, com eventuais consolidações por injecção, preenchimento de lacunas, limpezas e fixação da película cromática, por forma a não haver perda do trabalho original.
Todo o conjunto em apreciação, pelo valor artístico que apresenta no quadro da arte dos finais do século XVIII, e estado de originalidade em que se encontra, deverá ser, tanto quanto possível, preservado, com acções específicas de conservação e restauro, e outras, nomeadamente de promoção da sua fruição e salvaguarda por via do estudo e divulgação.

 As acções de conservação e restauro deverão ser realizadas por técnicos habilitados, académica e profissionalmente, e deverão ser realizadas na estrita observância da deontologia da actividade, sendo imprescindível o respeito material, técnico e artístico pelas obras.  

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ORÇAMENTO PARA AS OBRAS

Foi-nos facultado há dias o orçamento para as obras de restauro. Aponta para um total de 33 000 €, a que se deve juntar o IVA e o aluguer de andaimes.
Às autarquias caberá o papel principal na execução deste projecto. Sabemos que, tanto a Câmara Municipal quanto a União das Freguesias da Carvoeira e Carmões estão empenhadas neste trabalho. Contudo, diz a experiência que aos cidadãos compete colaborar também, na medida das suas possibilidades. O Património artístico e cultural é de todos.
Então... MÃOS À OBRA!

(Fotos: J. Moedas Duarte - Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras)

24 agosto 2017

QUINTA VELHA DO HESPANHOL: proposta de classificação como MIP

Ver AQUI

No site da Direcção Geral do Património Cultural foi publicado o seguinte:

Solar da Quinta Velha do Hespanhol, incluindo o património móvel integrado

Foi publicado no Diário da República, 2.ª Série, n.º 134, de 13 de julho de  2017, o Anúncio n.º 116/2017 de 15 de maio . Projeto de Decisão relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do «Solar da Quinta Velha do Hespanhol, incluindo o património móvel integrado», na Quinta do Hespanhol, Carreiras, União das Freguesias de Dois Portos e Runa, concelho de Torres Vedras, distrito de Lisboa.
Prazo de pronúncia dos interessdos - 25 de agosto de 2017
Ver AQUI
Recordamos que já em 7 Nov 2014 anunciáramos a abertura do procedimento de classificação. Ver AQUI.

03 agosto 2017

450 anos da Congregação de Santa Maria de Alcobaça









Congresso Internacional - 450 anos da Congregação de Santa Maria de Alcobaça

Alcobaça, 03/08/2017
Comemora-se no corrente ano, o 450º aniversário da fundação da Congregação de Santa Maria de Alcobaça (1567-2017), momento determinante na história desta Abadia. Para assinalar a efeméride, decorrerá nos próximos dias 21 e 22 de outubro, o Congresso Internacional "450 anos da Congregação de Santa Maria de Alcobaça", organização da DGPC/Mosteiro de Alcobaça em parceria com a Câmara Municipal de Alcobaça.
Inscrições gratuitas e obrigatórias, limitadas à capacidade da sala através do email visitas@malcobaca.dgpc.pt

14 julho 2017

REVISTA PEDRA & CAL



Editada pelo Gecorpa -.Gémio do Património.  é uma revista de grande interesse para quantos se interessam pelas questões da preservação do Património. 
A novidade é que a partir do seu nº 61 ela passou a ser editada em formato digital, com acesso gratuito: http://www.gecorpa.pt/revista_edicao.aspx?idr=64

Vale a pena lançar uma olhada atenta, pela variedade e qualidade dos assuntos abordados


10 julho 2017

CAPELA DE SANTO AMARO - ORDASQUEIRA





Quem toma a  estrada que leva de Torres Vedras ao Sobral de Monte Agraço, andados cerca de três quilómetros, depois das Termas dos Cucos e tendo passado por baixo da autoestrada A8, encontra os velhos muros da Quinta da Macheia. Um pouco adiante, à direita, entronca o caminho que vai dar à quinta e nele, logo ao princípio, deparamos com a capela de Santo Amaro - que se vê da estrada principal.
A fachada tem o carácter e singeleza das capelinhas em espaços rurais. Pertencia à Quinta da Macheia - propriedade da família Vieira, dona das Termas dos Cucos - mas, no início do séc. XX passou para a paróquia de Matacães.
Quem nos deu estas informações foi o Padre José Manuel da Silva, que paroquiou Matacães. Foi no seu tempo que se fez a ampliação e restauro da capela que estava bastante arruinada - conforme se lê na pedra memorial colocada numa das paredes laterais do interior:




O retábulo setecentista do altar-mor tem a traça característica da época:




Os azulejos são contemporâneos da reconstrução de 1991.

No exterior, sobre o muro que delimita o pequeno adro, vemos esta cabeceira de sepultura, com um baixo relevo representando duas folhas de carvalho e uma bolota. Disse-nos o P. José Manuel que esta pedra veio do Cemitério de S. João, em Torres Vedras, onde ele a encontrou num monte de entulho, prestes a ser mandada para o lixo. Agora, à beira do adro de Santo Amaro, reencontrou a dignidade de outrora.


O arco enfeitado a folhas de murta é uma tradição que assinala a festa do padroeiro. Ela decorreu neste passado fim de semana (8 e 9 de Julho).
O nosso associado José Luís Patrício acompanhou a festa de há três anos e deixou no seu blogue uma reportagem com texto, imagens e vídeos. Pode ver-se aqui:

http://aterraeagente.blogspot.pt/2014/07/festejos-em-honra-de-santo-amaro-na.html

NOTA:

Há muito que desejávamos visitar esta capela. Hoje, por iniciativa da Paula Mendes e Varela Ferreira - dois atentos e assíduos observadores do nosso Património - lá fomos finalmente. Gratos a estes amigos.

02 junho 2017

RECORDAR LUÍS ANTÓNIO MALDONADO RODRIGUES



Dando seguimento ao ciclo «Histórias ao Jantar» dedicado a três figuras reconhecidas e naturais de Torres Vedras iremos encerrá-lo com a evocação do empresário Luís António Maldonado Rodrigues, no sábado, 3 de Junho.
Deste modo, a Associação do Património vem convidá-lo a associar-se a esta acção memorativa, através de um jantar de convívio, em que irão tomar parte na conversa, como convidados, os filhos Vasco e Luís Rodrigues. Assinala-se que esta última sessão começará às 19h30 com a participação do Coro masculino da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, dirigido por João Carlos Perdigão, acompanhado pelo duo de clarinetes Bianca Santos/João Menezes
e Eduardo Blanco/João Menezes.


A Ementa para 3 de Junho:

Entradas
Azeitonas; salgados; manteigas/paté
Pratos
Creme de legumes com amêndoa
Bacalhau com broa e espinafres, com batatas salteadas
Bebidas
Vinho Pias tinto/branco ; Águas e sumos
Sobremesa
Salada de fruta
Café


Preço por pessoa e por jantar – 14€


NOTA: Aceitam-se inscrições até dia 1 de Junho (quinta feira) conforme a ordem de chegada para os telefones: 919 107 632 (Pedro Fiéis); 966 134 038 (Luís Filipe Rodrigues); 962 435 928 (Joaquim Moedas Duarte).

RECORDAR O DR. AFONSO VILELA



Dando seguimento ao ciclo «Histórias ao Jantar» que abriu com uma sessão dedicada ao Padre Joaquim Maria de Sousa, no sábado passado, a Associação do Património vem convidá-lo a associar-se à evocação do médico Afonso Vilela, no dia 20 de Maio, às 20h00, com um jantar de convívio, em que irá tomar parte na conversa, como convidada, a filha Madalena Vilela Pimentel. 

A Ementa para 20 de Maio:

Entradas
Azeitonas; salgados; manteigas/paté
Pratos
Sopa de legumes
Carne de porco à portugesa
Bebidas
Vinho Pias tinto/branco ; Águas e sumos
Sobremesa
Salada de fruta
Café


Preço por pessoa e por jantar – 14€

NOTA: Aceitam-se inscrições até dia 17 de Maio (quarta feira) conforme a ordem de chegada – para o conjunto dos dois restantes jantares ou só para este – para os telefones: 962 435 928 (Moedas Duarte); 919 107 632 (Pedro Fiéis); 966 134 038 (Luís Filipe Rodrigues).


01 maio 2017

RECORDAR O PADRE JOAQUIM


O Património Cultural é uma área de dimensão infinita. Nela podemos integrar a memória de pessoas que marcaram a comunidade em que viveram.
O Padre Joaquim Maria de Sousa foi marcante nas décadas de trinta a setenta do século XX torriense. Não só como sacerdote mas também como professor da Escola Secundária e director do jornal BADALADAS, que ele fundou em Maio de 1948.
É essa figura que a Associação do Património de Torres Vedras vai evocar no primeiro jantar do Ciclo HISTÓRIAS AO JANTAR, que poderá chamar-se, também, CONVERSAS AO JANTAR.




Informação aos sócios e amigos da ADDPCTV:

De acordo com o plano de actividades recentemente aprovado, a nossa Associação irá promover um ciclo intitulado «Histórias ao Jantar» sobre três conhecidas figuras torrienses com acção destacada no século vinte em Torres Vedras: padre Sousa, médico Afonso Vilela, empresário Luís Maldonado Rodrigues.

São sessões quinzenais, às 20h00, assim distribuídas:
6 de Maio – Joaquim Maria de Sousa
20 de Maio – Afonso Vilela
3 de Junho – Luís Maldonado Rodrigues

Cada sessão compreende um jantar no espaço Fórum (Travessa do Quebra Costas) seguido de uma conversa evocativa, pelas 21h30, com a participação de familiares e amigos, cuja presença muito nos honra.

Na primeira sessão, dedicada ao Padre Sousa, tomam parte como convidados Nuno de Sousa Gonçalves, seu sobrinho, padre José Manuel da Silva e Mário Pedro Louro.

A Ementa para 6 de Maio:

Entradas
Azeitonas; salgados; manteigas/paté
Pratos
Creme de marisco
Lombinhos de porco com especiarias
Bebidas
Vinho Pias tinto/branco; Águas e sumos
Sobremesa
Salada de fruta
Café


Preço por pessoa e por jantar – 14€


NOTA: Aceitam-se inscrições até dia 3 de Maio (quarta feira) conforme a ordem de chegada – para o conjunto dos três jantares ou só para o primeiro – para os telefones: 962 435 928 (Moedas Duarte); 919 107 632 (Pedro Fiéis); 966 134 038 (Luís Filipe Rodrigues)

23 abril 2017

CONCERTO NA IGREJA DE SANTIAGO


Há quanto tempo não víamos entrar pessoas na Igreja de Santiago, pela porta principal?
Vimos hoje!
Iam assistir a um concerto:




Lá dentro já não havia lugares sentados. Fomos para o Coro alto e olhámos lá para baixo:



Passados poucos minutos entrou o Coro da Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues:



E logo a seguir a pequena Orquestra:



O programa:



Fizemos uma pequena gravação vídeo, UM EXCERTO DO kYRIE:

https://youtu.be/42Ktc5oVPhs

Repetimos o que já escrevemos noutro lugar:

Estão de parabéns a Paróquia de Torres Vedras, com seu pároco, Padre Daniel; a Câmara Municipal que colaborou e vai continuar a empenhar-se na recuperação da Igreja; os torrienses que podem contar a partir de agora com mais um espaço que tem condições acústicas excepcionais; e a Associação do Património de Torres Vedras que, ao longo de muitos anos, tem pugnado pela reabilitação daquele templo.


18 abril 2017

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS








Ao contrário de anos anteriores, em 2017 a nossa Associação não lançou uma iniciativa própria.  Percebemos o alcance destes "dias" - tanto mais quanto, para nós, todos os dias são "dos Monumentos e Sítios" e para eles trabalhamos ao longo do ano.
Por vezes, é a oportunidade ou a disponibilidade que não se coadunam com estas marcações oficiais - e foi o que aconteceu este ano.

Há um programa oficial da Direcção Geral do Património Cultural que pode ser visto aqui:

http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/agenda/atividades-diversas/dia-internacional-dos-monumentos-e-sitios-2017-convite-participacao/

Recordamos que a Câmara Municipal de Torres Vedras tem um programa próprio e é para ele que chamamos a atenção de todos quantos se interessam pelas questões do Património em Torres Vedras. Pode ser visto aqui:

http://www.cm-tvedras.pt/agenda/grupo/260/



07 abril 2017

IGREJA DE SANTIAGO - Boas notícias


Visitámos hoje a Igreja de Santiago, na companhia do Pároco de Torres Vedras, P. Daniel Henriques.
Agradável surpresa. O templo foi liberto das divisórias e mobílias que lá estavam e que serviam para criar espaços de reuniões e catequese. Ultimamente até era depósito de víveres da Cruz Vermelha.
O Pároco entende - e muito bem - que o templo tem uma dignidade e uma História que não são compatíveis com os usos que lhe estavam a ser dados. Por isso, tem procurado que aquele espaço seja recuperado e devolvido a usos mais condignos. Embora não se preveja que volte a ser lugar de culto religioso - pese embora não ter sido nunca dessacralizado - considera desejável que recupere a expressividade patrimonial. Expurgado de elementos estranhos à sua essência,  aquele templo poderá constituir-se como uma nova referência no Centro Histórico, apta a acolher actividades culturais como palestras ou concertos musicais.
Há ali, ainda, muito trabalho a fazer: substituir o pavimento, arranjar as paredes, recuperar os altares, fazer regressar algumas peças escultóricas, restaurar os retábulos e o cadeiral do coro alto, datado de 1634. A seu tempo se conseguirá.
A Direcção da Associação do Património de Torres Vedras saúda vivamente estas boas notícias e está disponível para colaborar no que lhe for possível.


São visíveis as diferenças

O sóbrio e bonito cadeiral seiscentista necessita de restauro urgente:





Recorde-se que na capela - mor desta igreja há dois belíssimos painéis de azulejos do séc. XVIII, atribuídos ao Mestre PMP, nos quais são representados os dois símbolos dos peregrinos de Santiago de Compostela: a cruz de Santiago e o chapéu mais o bordão e a concha dos romeiros. Um e outro são enquadrados por um sumptuoso emolduramento decorativo e pontuados por pequenas referências à vida quotidiana.
Veja-se:












Recordamos as duas páginas LUGAR ONDE, no Badaladas, que abordaram a Igreja de Santiago:
(Clicar para aumentar)






16 novembro 2016

"VILA VEDRA"


Luís Filipe Rodrigues, da Direcção da Associação para a Defesa Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras, acaba de publicar VILA VEDRA.
É um livro de poemas e de fotos em que o tema central é Torres Vedras.
Para melhor informação, veja-se aqui:

https://torresvedrasweb.pt/vila-vedra-de-luis-filipe-rodrigues-e-uma-obra-com-que-os-torreenses-se-vao-identificar/




22 outubro 2016

POR MONTES E VALES


Em Pero Negro, perto do edifício onde esteve o Quartel General de Wellington


Por montes e vales, fez-se hoje o "passeio cultural" organizado pela Casa da Cultura da Ponte do Rol com a colaboração da Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras. A ideia era passar por lugares especiais das Linhas de TV, evocativos dos generais que comandaram forças aliadas na Guerra Peninsular: os quartéis generais de Wellington, Spencer e Beresford; e os fortes da Enxara junto dos quais acamparam os batalhões espanhóis comandados pelo General Pedro Caro y Sureda, Marquês de La Romana.
Foram também visitados os Fortes do Alqueidão e de S. Vicente.

O próximo passeio "Por montes e vales" será no dia 1 de Dezembro ao Lar de Veteranos Militares de Runa (C. A. S. Runa). Inscrições abertas nos Postos de Turismo de Torres Vedras e Santa Cruz.

03 outubro 2016

PASSEIO CULTURAL - ROTA DOS GENERAIS | 22 OUTUBRO 2016



DIA 22 DE OUTUBRO - 14:30 h. / 18:30 h.
( ou 23:30 h. caso opte por jantar)

A Casa da Cultura em parceria com a Associação para a Defesa e Divulgação do Património Cultural de Torres Vedras realiza um PASSEIO CULTURAL com visita a alguns espaços memoráveis da Guerra Peninsular e da 3ª Invasão Francesa.

 Não se trata apenas de uma evocação histórica. É um bonito passeio por algumas das zonas paisagísticas mais bonitas dos concelhos de Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço com a possibilidade - para quem quiser acabar em beleza - de saborear o "jantar dos Generais" no restaurante Moinho do Paul.

Inscrições até 21 de Outubro:

Só passeio: 5€
Jantar: 18,50 €

Posto de Turismo de Torres Vedras
Posto de Turismo de Santa Cruz
Contactos: 961 847 335  |  916 785 555








14 julho 2016

REUNIÃO DO ICOM - CONSELHO INTERNACIONAL DOS MUSEUS







Reproduzimos aqui o comunicado do Comité Nacional do ICOM, a mais importante instância internacional relacionada com os Museus e a prática museológica:

Realizou-se, entre os passados dias 3 a 9 do corrente mês [JULHO, 2016], a 24ª Conferência Geral do ICOM em Milão, Itália. Esta conferência que teve como mote "Museus e Paisagens Culturais" teve a participação de mais de 3000 delegados de países de todos os continentes, representando comités nacionais e acompanhando as reuniões dos diferentes comités internacionais do ICOM. 
Este ano a delegação portuguesa, reportamos com muito agrado, foi muito significativa. Além da representação oficial do Comité Nacional do ICOM, chefiada pelo nosso Presidente José Alberto Carvalho, acompanhado pela Joana Sousa Monteiro, pelo Mário Antas e pela Dália Paulo, contamos aproximadamente duas dezenas de profissionais de museus portugueses que marcaram presença em Milão para esta importante reunião trienal. 

No entanto, a presença portuguesa nesta conferência geral do ICOM reveste-se de especial importância pela relevância que alguns colegas assumiram no âmbito dos trabalhos de diversos comités internacionais. Assim, para além da já noticiadaeleição do nosso colega e ex-presidente, Luís Raposo, como Presidente da Aliança Regional ICOM Europa, tivemos também os seguintes membros do ICOM Portugal eleitos para cargos nas direcções dos respectivos comités internacionais:

Joana Sousa Monteiro: Presidente do CAMOC( COMITÉ INTERNACIONAL
PARA AS COLECÇÕES E ACTIVIDADES DOS MUSEUS DE CIDADES)

Marta Lourenço: Presidente do UMAC (Comitê Internacional de Museus e Coleções Universitários)

Mário Antas: Membro da direcção do CECA (COMITÉ INTERNACIONAL DO ICOM PARA A EDUCAÇÃO E ACÇÃO CULTURAL) e Coordenador Regional para a Europa;

Elsa Rodrigues: Membro da direcção do DEMHIST (COMISSÃO INTERNACIONAL PARA AS CASAS-MUSEU)

 Alexandre Matos: Membro da direcção do CIDOC. (COMITÉ INTERNACIONAL DO ICOM PARA A DOCUMENTAÇÃO)

Também em Milão, em Reunião do European Museum Forum (EMF)no dia 8 de Julho, foi nomeado para Presidente do Júri do Prémio Museu Europeu do Anoe Prémio Museu Conselho da Europa, o nosso colega e membro da direcção do ICOM Portugal, José Gameiro, que se manterá neste importante cargo até 2018.

Para o ICOM Portugal é um motivo de orgulho e satisfação a eleição e nomeação de todos os nossos colegas. Esta eleição representa o excelente trabalho que tem sido feito em Portugal e nos museus portugueses no âmbito da museologia e também é um merecido prémio para o excelente trabalho que tem sido desenvolvido pelos colegas agora eleitos nas suas carreiras profissionais e académicas.
A todos o ICOM Portugal deseja o maior sucesso nas funções que agora assumem. O seu exemplo será certamente a forma ideal para motivar novos profissionais e, esperamos, será um contributo importante para a museologia portuguesa.


29 maio 2016

O CASTRO DO ZAMBUJAL - UMA REFLEXÃO



Foi inaugurada em 27 de Maio passado a Exposição sobre os 50 anos de explorações arqueológicas no Castro do Zambujal, no Museu Municipal Leonel Trindade de Torres Vedras, a qual vai estar patente ao público até final de Junho de 2017. É uma bela mostra do valioso trabalho realizado pelo Instituto Arqueológico Alemão em parceria com o Município de Torres Vedras ao longo de meio século. 
O riquíssimo espólio daquele arqueossítio, à guarda do Museu Municipal, pode agora ser observado detalhadamente. Quanto ao Castro, situado a cerca de 3 km de T. Vedras, continua à espera de uma intervenção especializada com o objectivo de preservar as estruturas pétreas e possibilitar aos visitantes uma observação cómoda, sem perigo de quedas nem de destruição do que estão a observar.
Na inauguração da Exposição, a Srª Vereadora Ana Umbelino referiu-se à concretização dessa intervenção. Ficamos na expectativa, cientes de que esse é um trabalho urgente.
Repare-se que, há cerca de uma semana, o Serviço Educativo do Museu Municipal - que é, aliás, credor do nosso aplauso pelo seu programa de actividades ao longo do ano - organizou uma visita ao Castro do Zambujal. As fotos falam por si pois exprimem bem o que acima dissemos:








A este propósito será oportuno ler o trabalho que encontrámos no blogue ESTUDOS DO PATRIMÓNIO. (clicar) Para além dos dados sobre o Castro do Zambujal, aponta, no final, algumas sugestões para valorização daquele arqueossítio. Entre elas, a construção de uma plataforma de observação, em madeira de pinho tratado.